PROMOÇÕES E O CONSUMO IMPULSIVO

Há poucos dias,  pessoas estavam em polvorosas querendo comprar até o que não precisavam,  apenas para aproveitarem as promoções da chamada “black friday”. Essa expressão  teve origem nos  Estados Unidos, no ano de 1953, instituída na sexta-feira após o dia de Ação de Graças, na intenção de promover as compras antes do Natal, e acabou se espalhando pelo mundo todo.

O nome desse dia tem duas possíveis origens: uma em referência ao trânsito congestionado da Filadélfia  devido às agitadas compras dessa época do ano, e a que deriva dos livros de balanço financeiro das lojas, nos quais os lucros são registrados com caneta de tinta preta.

Ocorre que não são raros os casos de quem se deixa escravizar pelo consumo, no qual encontra, em princípio, uma fictícia sensação de bem-estar, porém irreal, uma vez que pode levar a diversas e grandes dificuldades cotidianas.

ENGRENAGEM

Se por um lado a economia precisa da engrenagem consumista, a fim de proporcionar lucros para as empresas e, assim, promover investimentos, geração de empregos e renda para a sociedade em geral, por outro lado, existem incentivos de consumo, na tentativa de atrair a atenção dos potenciais clientes que, por muitas vezes, incluem uma série de propagandas enganosas, cujas mensagens acabam despertando gatilhos para consumos impulsivos.

É preciso ter cuidado e estar atento a todas essas propagandas com supostas lucrativas ofertas, pois, como diz o velho ditado: “O barato pode sair caro”.Todavia, é importante considerar que toda e qualquer divulgação feita como publicidade ostensiva por fornecedores de serviços ou produtos são consideradas contratos, e, como tais, devem ser cumpridas integralmente, pois, caso contrário, estar-se-á infringindo o Código de Defesa do Consumidor.

Ainda, é necessário ressaltar que a prática da propaganda enganosa afeta não apenas os consumidores, mas também a concorrência comercial, uma vez que uma aparente proposta vantajosa provoca uma distorção na decisão do possível cliente, levando-o a adquirir produtos que, se não fosse a informação veiculada pelo fornecedor, possivelmente, não o faria.

Assim, consciência no consumo ainda é o melhor caminho, pois vai muito além de agir por impulso, seduzido pelas aparentes boas ofertas. Contudo, adquirindo-se o produto e não sendo cumprida a propaganda feita, deve-se fazer valer seus direitos, procurando qualquer órgão de proteção ao consumidor ou seu advogado.

Rejane Rabelo – Advogada
OAB/PR 40.373
rejanerabelozg@gmail.com

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