MITOS SOBRE ADOÇÃO

A adoção é uma realidade biológica e, ao mesmo tempo, social, marcada pelo sobrenome. Por sua vez, o sobrenome é uma indicação e o reconhecimento social de que pertence uma família. O nome é dado, mas o sobrenome é transmitido.

Embora seja uma prática muito antiga, a falta de estudos científicos e esclarecimentos aplicáveis ​​sobre o tema faz com que a adoção continue sendo vista e tratada de forma equivocada e, às vezes, preconceituosa.

Os estereótipos criados, que normalmente generalizam casos mal sucedidos, formam uma definição limitada e incorreta na relação de adoção. Mas, principalmente, em relação aos filhos, que muitas vezes são vistas como problemáticas, incapazes de superar o “trauma”, abandono e fadados ao repetir as execuções, supostamente inadequadas, de seus genitores.

Mas independente da origem, se natural ou adotivo, filho é filho, estando qualquer um sujeito a ter que lidar, em alguma fase da vida, com problemas emocionais, escolares, de relacionamentos, e até mesmo de identidade.

ORIGEM DOS PROBLEMAS

Pesquisas indicam que as relações entre filhos e pais adotivos são, em sua grande maioria, plenamente satisfatórias, sem incidência de dificuldades na educação e no relacionamento afetivo. As relações que apresentaram problemas, geralmente, foram provenientes de revelações tardias acerca da adoção ou feitas de maneira inadequadas por terceiros e não pelos próprios pais.

A verdade é que, em se tratando de relações familiares, em especial, entre pais e filhos, todos têm problemas, mas o mais importante não é a ausência deles, mas a sabedoria, a maturidade e o discernimento para lidar com esses fatos, conforme afirma Guimarães Rosa: “Viver é muito perigoso”. Por isso, é preciso desmistificar essa distinção entre pais biológicos e pais adotivos.

Embora a chegada dos filhos tenha acontecido de forma diversa uma outra, os dois tipos de paternidade têm exatamente a mesma importância e a mesma essência. A construção de uma família por meio do processo de adoção traz recursos especiais, que não devem ser negados, mas ao contrário, assumidos totalmente e de modo natural. Contudo, essas características não tornam esse modo de constituição familiar menos importante. Afinal, filho é filho.

Rejane Rabelo Zwielewski Gomes Advogada OAB/PR 40.373

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