“FAKE NEWS”: IMPACTO NA SAÚDE

Século XXI, revolução tecnológica, maravilha, paradigma dominante no mundo digital, comunicação e conexão instantânea, são vantagens e benefícios em todas as áreas de ação humana, trabalho, saúde e lazer. As redes sociais; Facebook, You Tube, Instagram e, principalmente, o WhatsApp transformam marcadamente a comunicação e as formas de relacionamento. Estamos o tempo todo conectado. Notícias, fotos, artigos, opiniões e ideias, podem circular rapidamente e alcançar vários continentes em minutos ou poucas horas. Ninguém quer ou nem pode ficar fora desse universo.

Lamentável que significativo número destas notícias são mentirosas, de má fé, manipuladoras, inverdades, as denominadas “Fake News”. Muitas elaboradas de forma minuciosa, rica em detalhes, bem redigidas, com fotos, fontes de referência, de forma a sermos, convencidos de sua veracidade. Quando estas notícias veem ao encontro do que acreditamos, compatíveis com nosso viés ideológico, nos sensibilizamos e imediatamente compartilhamos. Agimos muitíssimo com as emoções, sem o necessário filtro da razão.

Assistimos verdadeira epidemia de notícias falsas nas redes sociais, que se propagam na velocidade da luz e tem grande poder de “contágio”. Não pensamos em suas consequências, afinal é a liberdade de expressão, mas aqui sem responsabilidade. Se você encaminha uma fake para o grupo da família, mesmo avisando depois que é falsa, não é a mesma coisa, gerando a possibilidade de causar efeitos negativos. Conhecidíssimas no meio político e de famosos, já estão em todos os segmentos e chegaram marcadamente à área da saúde.

TEMAS MAIS DIFUNDIDOS

Entre os temas mais difundidos estão: dietas mágicas, cura milagrosa do câncer e de doenças crônicas (suco quente de coco cura câncer), bananas contaminadas com HIV, exames de mamografia causa câncer na tireoide e tantas outras. “Vacina contra sarampo causa autismo” é uma das mais de 400 fakes relacionadas à saúde.

Estamos assistindo na mídia que o sarampo voltou no Brasil já próximo de 5 mil casos. Trata-se de uma doença infecciosa grave, causada por um vírus e sua forma segura de prevenção é pela vacinação. Evidentemente, o reaparecimento da doença é multifatorial, mas o próprio Ministério da Saúde aponta as fakes como importante colaborador, estimulando pessoas a evitar as vacinas.

A quase totalidade, dessas notícias não tem fundamentos científico ou referências que mostrem sinais de confiabilidade. Fakes passam a ser risco à saúde. Muitos pacientes portadores de patologias crônicas como o diabetes, por exemplo, abandonam o tratamento, convencidos que uma dessas dietas resolverão o problema. São exemplos de que as mentiras no mundo virtual, refletem negativamente no mundo real.

O Ministério da Saúde criou uma central, que objetiva identificar, verificar e desmentir os boatos e utiliza os selos “isto é fake news” e “esta notícia é verdadeira” para divulgação nas redes (vide abaixo). Existe um canal direto com a população, para o qual as pessoas podem encaminhar notícias, fotos ou vídeos para análise e verificar se é falso ou não.

 

 

FALSA X VERDADEIRA

As consultas ao whatssapp: Saúde Sem Fake News podem ser feitas por meio do número (61) 9-9289-4640 ou pelo site do Ministério da Saúde.  Após a consulta, o usuário encontrará como respostas os selos abaixo.

            

Fake News, tema complexo, atual, até corriqueiro, que merece ser melhor discutido e avaliado. Se faz necessário conscientizar a população sobre a importância da não proliferação dessas falsas notícias. A liberdade de expressão é uma grande conquista que, associada à tecnologia da informação, nos conduziu ao apogeu da comunicação humana,
porém, sua prática sem responsabilidade pode nos reconduzir a caminhos de outrora, da censura, da proibição, um retrocesso.

Em um cenário de superexposição às redes sociais, seremos capazes de encontrar ou equilibrar o seu uso, ou estar sempre ao mercê das mais variadas formas de manipulação? Nos resta ficar atento e aumentar o senso crítico, não compartilhar mensagens duplicadas, conscientes e responsáveis, exercer uma liberdade de expressão tão preciosa.

MIGUEL SPACK JR.
CRM: 12 260

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