PASSOS PARA UMA ADOÇÃO

Muitos são os motivos que levam uma pessoa ou um casal a decidir pela adoção, sendo que, a menos que os futuros adotantes queiram compartilhar, as razões dessa decisão só a eles dizem respeito. Todavia, sobre o assunto há muitas perguntas a se fazer. Por isso, antes da decisão, é importante que os candidatos à adoção tirem todas as suas dúvidas, a fim de estarem totalmente seguros quanto ao passo que irão dar.

É preciso se perguntar: por que quero adotar? Estou preparado para isso? Estou disposto a suportar todos os comentários (muitos deles inconvenientes) e olhares que vão nos dirigir? Entre outras. Convicto da adoção, o próximo passo é procurar a Vara de Infância e Juventude da Comarca para fazer um pedido de habilitação para adoção, que não precisa ser formulado por meio de advogado.

Feito o requerimento, o pretendente terá que passar por um curso obrigatório de preparação psicossocial e jurídica, bem como por uma avaliação, com entrevistas e visita domiciliar, feita pela equipe técnica.

FILA DE ESPERA
A partir do laudo de avaliação e do parecer do Ministério Público, o juiz dará sua sentença. Com o pedido acolhido, o nome do pretendente será inserido no Cadastro Nacional de Adoção, e estará automaticamente na fila de espera do seu Estado e/ou também de outros, caso tenha feito essa opção.

Aí basta aguardar o desejado telefonema da Vara de Infância e Juventude ou da equipe técnica, que entrará em contato quando o sistema o indicar como primeiro interessado, na ordem cronológica, e existir uma criança disponível com o perfil compatível com o traçado nas entrevistas.

Todo o histórico de vida do infante é exibido ao pretenso adotante e, se houver interesse, ambos são apresentados. Inicia-se, então, o estágio de convivência, que é monitorado pela Justiça e pela equipe técnica. Se houver empatia entre ambos, promove-se o pedido de adoção.

Terminado o prazo do estágio de convivência, o juiz proferirá sentença, que, em sendo de procedência, determinará a lavratura de novo registro de nascimento com os dados e sobrenome da nova família, podendo, inclusive, ser alterado o primeiro nome. Nesse momento, o adotado passa a ser e a ter exatamente os mesmos direitos de um filho biológico.

Vale lembrar que, mais que conceder direitos, a adoção configura-se como um ato genuíno de oferecer amor incondicionalmente, assim como Deus nos adotou. Aliás, esse é o maior gesto que une uma família e a torna feliz.

Rejane Rabelo

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