DR RESPONDE : HIPERPLASIA FIBROSA E MUCOCELE

Dr. Liogi, quando a gente observa algum tipo de caroço ou abaulamento no corpo a primeira ideia que vem a mente é com doenças malignas. Bom, que nem sempre tal suspeita é verdadeira. 

Comigo, por exemplo, aconteceram duas situações que, num primeiro momento me preocuparam muito. Há mais ou menos 8 anos, apareceu um carocinho na parte interna do lábio superior. O que me intrigou  é que ele era bem duro e não desaparecia. Enfim, fui num  cirurgião-dentista que retirou  o referido material por meio de uma pequena cirurgia. 

Três anos depois, o problema reapareceu em outra parte. Foi retirado novamente, mas não entendi ao certo do que se tratava. O dentista falou que era uma glândula salivar ou algo parecido. Apesar do profissional dizer que não havia motivo para preocupação, os dois casos ainda me deixam meio apreensivo. Até porque não foi feito nenhum tipo de exame da parte extraída.

Gostaria que o senhor me esclarecesse acerca desse problema.

SANDRO SALAZAR – SECURITÁRIO
Olá Sandro, tudo bem?

Inicialmente, é importante ressaltar que você adotou o procedimento correto que foi procurar um profissional para avaliá-lo quando as alterações aconteceram.

Pelo seu relato, me parece que você teve dois problemas distintos. O primeiro, provavelmente se tratava de uma hiperplasia fibrosa, que nada mais é do que um aumento de tecido causado por algum trauma local, como por exemplo um trauma de mordida, ocorre uma reação inflamatória e a formação de uma espécie de “calo”. O tratamento é a remoção cirúrgica simples e envio do material para biópsia para confirmação histopatológica.

A segunda lesão, provavelmente era um mucocele, que é um cisto de glândula salivar menor, que ocorre mais frequentemente no lábio inferior e normalmente também é causado por um trauma, que rompe o ducto ou a própria glândula salivar e ocorre o acúmulo de saliva nos tecidos. O tratamento também é feito por um procedimento cirúrgico e o material também deve ser enviado para exame histopatológico.

A boa notícia é que em ambos os casos, as lesões são totalmente benignas com risco mínimo transformação maligna (câncer), porém como são lesões geralmente associadas a traumatismos, elas podem ocorrer novamente frente a um novo trauma.

Liogi Iwaki Filho
Cirurgião Bucomaxilofacial e Traumatologista
CRO – PR 7389

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